[Um novo território que nasce do Tejo]
O Projeto Arco Ribeirinho Sul é uma das mais ambiciosas operações de regeneração urbana da Área Metropolitana de Lisboa. Incide sobre três territórios com forte identidade histórica e industrial — Almada (ex-Lisnave), Seixal (ex-Siderurgia Nacional) e Barreiro (ex-Quimiparque) — e propõe a sua transformação em novas centralidades urbanas, sustentáveis e integradas.
Mais do que requalificar antigas áreas industriais, o projeto redefine a relação da margem sul com o Tejo. O rio deixa de ser visto como limite e afirma-se como eixo estruturante de identidade, mobilidade e desenvolvimento.
O Arco Ribeirinho Sul assenta na reconversão de vastas áreas devolutas, promovendo a recuperação ambiental, a valorização do património existente e a criação de novas frentes ribeirinhas abertas às pessoas. A memória industrial não é apagada — é reinterpretada e integrada numa nova dinâmica urbana.
O modelo urbano proposto privilegia a mistura de usos e a diversidade funcional. A habitação articula-se com polos de atividade económica, clusters criativos e tecnológicos, equipamentos culturais e zonas de lazer.
A frente ribeirinha assume um papel central nesta transformação. Novos parques urbanos, percursos pedonais e cicláveis, equipamentos culturais e ligações fluviais reforçam a relação com o estuário.
A sustentabilidade orienta todo o planeamento. As soluções urbanísticas incorporam princípios de resiliência climática, continuidade ecológica e integração paisagística.
É uma nova etapa na história da margem sul. Um território que preserva a sua memória, mas projeta o seu futuro. Um território que nasce do rio — e que volta a viver com ele.
[brevemente]
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